Prioridades de CMVM para 2026.
A CMVM estabeleceu 28 prioridades concretas para o próximo ano, distribuídas por cinco grandes eixos de atuação:
1. Supervisão Orientada para Resultados
A CMVM pretende reforçar a supervisão baseada em dados e no risco, com especial atenção a:
- Novas Áreas: Prestadores de serviços de criptoativos (CASP) e resiliência operacional digital (DORA).
- Eficácia Operacional: Agilização do tratamento de denúncias, averiguação de crimes de mercado e melhoria da tempestividade sancionatória.
- Sustentabilidade: Registo e acompanhamento de auditores no âmbito da Diretiva do Relato de Sustentabilidade das Empresas (CSRD).
2. Estabilidade e Proporcionalidade Regulatória
O objetivo é garantir um ambiente regulatório previsível, através de:
- Transposição de Normas: Apresentação tempestiva de projetos de transposição de diretivas da União Europeia.
- União da Poupança: Participação ativa nos desenvolvimentos da União da Poupança e dos Investimentos (SIU).
3. Reforço da Confiança dos Investidores
Para proteger quem investe e aumentar a atratividade do mercado, as prioridades incluem:
- Combate à Fraude: Reforço da prevenção da burla e fraude digital financeira.
- Ferramentas Digitais: Desenvolvimento da App do Investidor e inclusão de mais organismos de investimento (OICVM e OIA) no comparador de instrumentos financeiros.
- Literacia Financeira: Foco na prevenção de riscos digitais em articulação com outras entidades.
4. Mobilização para um Mercado mais Desenvolvido
Dinamizar o mercado de capitais como motor de criação de valor através de:
- Incentivo à Poupança: Proposta ao Governo sobre a Conta de Poupança e de Investimento Individual (CPI) e outras medidas de reforço da poupança.
- Inovação: Preparação da Zona Livre Tecnológica (ZLT) para o mercado de capitais e dinamização do CMVM INOV.
5. Capacitação e Agilização da CMVM
Investimento interno para melhor cumprir a missão estatutária:
- Tecnologia: Aumento da utilização de Inteligência Artificial e Business Intelligence.
- Processos: Continuação da automatização de procedimentos internos e reforço da resiliência operacional digital da própria instituição.

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Lisboa, fevereiro de 2026.