A auditoria independente pode ser contratada por uma empresa ou grupo econômico de duas formas: voluntária ou obrigatoriamente.

A melhor forma de contratação é a voluntária, pois é quando a governança percebe a importância e as vantagens de uma auditoria independente para os seus negócios.

Afinal, é quando uma companhia decide por fortalecer sua governança e seus processos de gestão em momentos de crescimento.

O mesmo acontece quando buscam por previsibilidade e confiança nas informações financeiras. E, em tempos atuais, contar com parceiros de confiança se torna um diferencial competitivo.

Uma auditoria independente é necessária quando uma empresa precisa se preparar para captações, acessar o mercado de capitais ou atrair novos investidores, além de reorganizações.

É necessária quando precisa atender exigências regulatórias ou estatutárias específicas de seu segmento de atuação.

E, claro, quando precisa valorizar uma relação próxima e consistente com seus parceiros estratégicos de negócio, sejam acionistas, clientes ou formadores de opinião.

Dessa forma, havendo essa consciência por parte da governança, a auditoria independente é vista como uma aliada à sua estratégia.

Porém, quando a sua contratação ocorre por uma imposição, corre-se o risco de a governança não perceber a real importância da auditoria independente e contratá-la somente para obter um relatório e dar cumprimento ao que lhe foi imposto.

Entenda em que situações a empresa pode ser obrigada a ter auditoria:

Quando ela se torna empresa de grande porte, conforme definido pela Lei 11.638/07, ou seja, com receita bruta anual superior a R$ 300 milhões ou ativo total superior a R$ 240 milhões;

Quando pretende se tornar uma empresa regulada, como, por exemplo: uma companhia de capital aberto, uma instituição financeira, etc.;

Quando um stakeholder ou um potencial investidor solicita que as demonstrações contábeis sejam auditadas;

Quando há mudança do estatuto social da empresa, entre outros.

A governança, ao se preparar de forma antecipada e consciente, faz com que a “obrigação” não seja vista como um “custo”, mas como um “retorno de investimento”.

Uma auditoria independente é, acima de tudo, um ativo estratégico de diferenciação competitiva para quem a contrata.

Fernando Medeiros, sócio-líder de Auditoria da RSM no Brasil