A agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) deixou de ser apenas uma "tendência" de mercado para se consolidar definitivamente como um pilar central de estratégia corporativa e compliance no Brasil. 

Mas será que as empresas estão conseguindo colocar essas intenções em prática, realmente?

De acordo com o estudo ESG Latin America Landscape 2025, realizado pela RSM, o mercado brasileiro apresenta uma maturidade considerável na intenção, mas ainda esbarra em desafios estruturais na hora da execução.

Abaixo, separamos os principais insights do levantamento, que ouviu mais de 250 organizações em 18 países, para ajudar você a entender o cenário atual e os próximos passos da sustentabilidade corporativa.

O cenário em números

No mercado brasileiro, 85% das empresas tratam a governança corporativa e a gestão de riscos ESG como prioridade máxima para este ano, e 76% focam no avanço de pautas climáticas e redução de emissões.

O grande alerta, no entanto, está na execução: 50% das organizações relatam dificuldades práticas para medir KPIs ESG ou sofrem com a falta de capacidade técnica interna.

Como reflexo direto desse gargalo operacional, apenas 13% das empresas nacionais se consideram prontas para as novas normas internacionais de reporte de sustentabilidade (IFRS S1 e S2).

A força da governança e a pressão regulatória

O Brasil desponta como uma referência técnica na América Latina. Quando olhamos para as motivações das empresas nacionais, 76,1% citam especificamente a Governança Corporativa como foco, enquanto 39,1% destacam a Gestão de Riscos ESG.

Esse forte direcionamento não acontece por acaso. Ele é diretamente impulsionado pelo rigor e alinhamento regulatório de órgãos como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Banco Central (BCB). 

A regulação financeira no país tem puxado a régua para cima, exigindo que as empresas tratem o ESG com a seriedade que o mercado de capitais demanda.

Alta cobrança com pouca estrutura interna para tocar ESG nas companhias 

Apesar de a Governança estar no topo das prioridades, o estudo revela um descompasso preocupante: em toda a América Latina, apenas 40% das empresas possuem uma liderança dedicada exclusivamente à sustentabilidade. 

Isso se reflete diretamente no dia a dia das operações. Cerca de 34,8% das empresas brasileiras apontam a complexidade dos indicadores como uma grande barreira, e 28,3% admitem a falta de uma equipe qualificada.

"Isso gera um cenário onde a cobrança por conformidade é alta, mas a capacidade interna de entrega ainda está em formação. Sem uma liderança definida e dedicada nas empresas, muitas acabam tratando o tema apenas sob a ótica defensiva do risco e não da oportunidade de negócio." — Marcelo Conti, sócio-líder de Consultoria e ESG da RSM no Brasil.

O clima ganha tração e passa a ser de fato medido

A pauta climática também mostrou um salto expressivo. Na América Latina, a prioridade para a gestão climática subiu 16 pontos percentuais, alcançando 47%.

No Brasil, o foco prático está na ponta do lápis: 34,8% das empresas nacionais já colocam a medição e a redução de Gases de Efeito Estufa (GEE) como meta central (um número que supera a média regional de 28,4%).

Contudo, com as novas diretrizes de reporte do IFRS S1 e S2 batendo à porta, fica claro que a jornada de adaptação técnica das empresas brasileiras ainda está apenas começando.

Próximos passos para a sua empresa

Os dados mostram que reconhecer a importância do ESG já não é o diferencial competitivo, é o requisito mínimo. 

O verdadeiro destaque no mercado será dado às organizações que conseguirem estruturar equipes qualificadas, definir lideranças focadas e transformar o compliance em inovação e oportunidades de negócios.

A América Latina já decidiu que ESG é prioridade para os seus negócios. E você?

No nosso site, colocamos mais informações para sua empresa ter ESG como vantagem competitiva, desde agora. 

Saiba mais em ESG Latin America Landscape 2025.