A IFRS 18 não é apenas uma atualização de nomenclaturas; é uma reestruturação profunda na forma como o mercado avaliará o desempenho financeiro do seu negócio.
Embora a norma entre em vigor oficialmente em 2027, o impacto é imediato.
Para que a sua demonstração seja válida no ano da vigência, a contabilidade de 2026 precisará ser reapresentada integralmente no novo padrão para garantir a comparabilidade exigida.
Para atender às novas exigências, a sua operação não pode esperar.
O empresário e as lideranças financeiras precisam agir hoje revisando seus sistemas e ERPs para suportar as novas categorias obrigatórias de Operação, Investimento e Financiamento.
Para evitar um colapso na geração de relatórios, redesenhar a alocação de despesas e centros de custos é necessário. Também, devem preparar a equipe para operar com dois jogos de contabilidade simultâneos (o atual e o da nova norma) durante todo o ano de 2026.
Adiar essa transição significa correr o risco imediato de sobrecarregar a controladoria, perder a comparabilidade perante investidores e desenquadrar covenants bancários de forma acidental.
Principais riscos e desafios da IFRS 18
Complexidade sistêmica
Não basta fazer reclassificações manuais em planilhas ao fim do exercício. O ajuste exige a reformulação de planos de contas, criação de centros de custos e parametrização nos ERPs.
A métrica do EBITDA e as MPMs
Na IFRS 18, se a empresa divulgar o EBITDA em suas notas explicativas como uma MPM (Management Performance Measures), ele precisará ser reconciliado formalmente com o subtotal IFRS mais próximo (geralmente o Lucro Operacional).
Concorrência de agendas
As equipes financeiras já estarão sobrecarregadas com o cronograma de implementação da Reforma Tributária. Deixar a IFRS 18 para a última hora potencializa o risco de falhas graves e atrasos operacionais.